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INTERNACIONAL

MANIFESTA 9

 
 
Ni Haifeng, "Para Production"
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  • Ni Haifeng, "Para Production"
  • Carlos Amorales, "Coal Drawing Machine"
  • O edifício ocupado pelo Manifesta 9
  • Implementações arquitetônicas pela Architects and Refunc
  • Katleen Vermeir & Ronny Heiremans, "The Residence (a wager for the afterlife)"
  • Carlos Amorales, "Coal Drawing Machine"
  • Genk, Bélgica
  • Claire Fontaine, "The House of Energetic Culture"
  • Claire Fontaine, "The House of Energetic Culture"
  • Ana Torfs, "… Stain …"
  • Nemanja Cvijanovic, "Monument to the Memory of the Idea of Internationale"
  • Carlos Amorales, "Coal Drawing Machine" // Claire Fontaine, "The House of Energetic Culture"
 

Bienal itinerante toma cidade industrial na Bélgica

Para a principal exposição do Manifesta 9, o curador mexicano Cuauhtémoc Medina criou - juntamente com Dawn Ades e Katarina Gregos - The Deep of the Modern, um diálogo entre narrativa pessoal, história, a memória de um lugar particular, e a presente era de conexões, tranversalidade e dinâmicas globais.

A Bienal itinerante fundada no começo dos anos 90 como uma plataforma de investigação política, social e econômica atua como um antítodo autoexplicativo dos solavancos analizados pelas lentes europeias. Entre seus princípios conta sua localidade: levantado em áreas marginais que não são consideradas (ao menos ainda) lugares de produção artística. Esta edição acontece nos portões de Genk, uma pequena cidade no meio do caminho entre Bruxelas, Eindhoven e Maastricht, na região de Limburg, Bélgica. De onde você nunca deve ter ouvido falar.

Habitada em sua maioria por mineiros, e desenvolvida através de suas minas de cal, esta área há muito considerada um tipo de centro industrial escondido nos recônditos da Europa. Hoje, a grande porcentagem da população é formada por filhos ou netos de mineiros, daqueles originalmente migrantes do fim do século 19, em sua maioria da Itália.  

The Deep of the Modern está concentrada em um lugar, um edifício vazio e dilapidado em sítio de mineiração de Waterschei. A exposição ocupa três andares, distribuída em seções que respeitam a estrutura do prédio. O espaço expositivo no andar térreo é ocupado por objetos de casa e documentos; uma rede de histórias e memórias relacionadas com as atividades de mineiração de época. O primeiro andar hispeda as obras dos principais artistas do período do pós-guerra, de Duchamp a Beuys, Broodthaers e Richard Long; parte do espaço inclui trabalhos da história da arte entre os séculos 19 e 20. Já o 3º piso é tomado por artistas contemporâneos, muitos dos quais foram convidados a desenvolver projetos inéditos sob o tema do trabalho, com viés em nosso atual sistema retrospectivo. O verdadeiro tema do Manifesta 9 é, de fato, levantar as questões do sistema econômico sempre em mutação, continuamente transformando os termos e condições de trabalho e relações sociais.