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Galeria Estação
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Arte Popular Brasileira - Uma coleção
Foi a arquiteta italiana Lina Bo Bardi que, ao assumir, de 1959 até 1964, a direção do Museu de Arte Moderna da Bahia, reavaliou radicalmente a arte popular brasileira, dando-lhe destaque e status de arte ao transformar a instituição em Museu de Arte Popular. Uma europeia, um olhar estrangeiro vinha afirmar o valor da nossa criação, da criação de um povo sem erudição, sem conhecimento de arte e sem a intenção de fazê-la. É a necessidade criativa e não a vontade de agradar, fazer bonito, ser premiado ou qualquer outro impulso externo, que move nossos artistas.
Além de Lina, outras pessoas continuaram avalizando, com seu trabalho, a criação popular. Janete Costa, arquiteta de interiores apaixonada pelo tema, ousou usando a obra de mestres como Vitalino, Ulisses, Izabel, Galdino, Nuca de Tracunhaém, e tantos outros, nos ambientes luxuosos de casas e hotéis.
Paulo Vasconcellos, outro grande apaixonado pela singeleza e pureza da obra não erudita, foi e ainda é um grande divulgador dos nossos artistas. Influenciado por mestres consagrados como Artur Pereira, GTO, Jadir João Egidio, Louco, Agnaldo, Conceição dos Bugres, os pintores Julio Martins da Silva, Agostinho Batista de Freitas, Ranchinho, Alcides e tantos outros cuja poética nos preenche os sentidos.
Eles são na maioria artistas, escultores e pintores, que viveram no século XX. Existe ainda hoje artistas que emocionam e que merecem ser mostrados ao grande público. Alguns exemplos são os escultores José Bezerra, pernambucano, Véio, sergipano, e o pintor Neves Torres, do Espirito Santo.
Vilma Eid.
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