O homem por trás do nome
Você já deve, evidentemente, conhecê-lo a partir de suas inúmeras incursões pelo jornalismo brasileiro. Jornalista e colunista social, Cesar Giobbi flutua no topo da pirâmide da elite intelectual do país, tendo suas contribuições periódicas, sobretudo com destaques culturais de São Paulo - descritos detalhadamente com sagacidade ululante - em veículos como o Jornal da Gazeta, a TV Cultura, além do Taste, seu próprio site. Conheça um pouco mais sobre este homem erudito que tem muito a dizer e, como ninguém, nas melhores palavras.
A melhor viagem do mundo Foram muitas, inúmeras, para todos os lados do mundo. Não sei dizer se foi uma visita a Capri, hóspede do Ugo di Pace, ou se foi uma viagem para a China com a Celita Procópio e o Jorge Elias, ou se foi descobrir a Roma do Germano, ou se foram as inúmeras férias no apartamento dos meus pais em St Moritz, ou uma ida recente à Italia, quando fiz as pazes com Milão, e ainda partir de Veneza, de navio, pelo canal da Judeca, às seis da tarde, com todos os sinos das igrejas tocando. De arrepiar e comover. Não sei. Adoro todas as viagens. Gosto até mais delas depois, quando lembro.
Sua profissão secreta Arquiteto ou diplomata.
Um artista que fala sua língua Cy Twombly, Caetano, Santiago Calatrava, Fernando Pessoa e muitos, muitos mais.
Arquiteto / Designer favorito Um eu já mencionei; Mies van der Rohe, Pinin Farina.
Um luxo essencial Tempo e silêncio.
Seu lugarzinho favorito dentro de casa Em todas as casas que tenho e tive, sempre tive minha poltrona, meu lugar na sala e na mesa. Sou como um animal, que enquanto não encontra seu lugar não sossega. E eu não sei porque escolho aquele lugar. Não é racional. Não é pela luz, não é pela vista, não é por nada. Eu simplesmente vou e sento. E não saio nunca mais. Não sou de ficar no quarto. Nas minhas casas, fico na sala. Ou no terraço. Se tiver de escolher entre dentro e fora, sempre prefiro fora.
Lojas e marcas que se comunicam com você O que sempre me atraiu foi a exclusividade. Descubro uma marca, começo a usá-la. Com o tempo ela vai ficando conhecida. Isso me faz abandoná-la. Mas quando todo mundo começa a achar uma marca cafona, eu volto a usá-la. Adoro Vuitton, Zegna, Ralph Lauren, por exemplo. Hermès está no ponto em que todo mundo passou a adorar, e eu guardei na gaveta. Voltei a usar Acqua di Parma, porque saiu da moda.
Fonte de informação, inspiração e comunicação Jornal, principalmente Estadão, depois Folha. Estrangeiros só quando viajo. Odeio revistas, não olho sites na internet, só vejo o que me mandam. Uso a internet para consultas. Isso é muito prático e rápido. Agora descobri o Facebook. Mas continuo preferindo o e-mail. Só uso o telefone para urgências. Resolvo tudo por mensagem de texto. Em casa não tenho mais secretária eletrônica. E a do celular eu só checo muito de vez em quando.
Bar / restaurante / café onde você pode ser visto Bar nunca. Adorava o Guarracino em Capri, mas fechou. Prefiro terraços à beira mar ou nas montanhas, com vista. Frequento muito os Jardins em SP. Almoço no Z Deli, janto no Quattrino, marco café no Santo Grão ou Suplicy da Lorena. Chez Andres em Paris, Margutta em Milão, Cloud Nine em Aspen. Veja bem, não são os que considero melhores do mundo. São os que eu freqüento por gosto e simpatizo.
E agora daqui a 15 anos It will be too late for many things. Mas se eu ainda estiver vivo e bem, casado com o Paulo e ainda tiver essa minha casa na Boa Vista em Porto Feliz, já vai ser esplêndido.

